quarta-feira, 3 de agosto de 2011

poeminha experimental


RE invento
                    No  v e n t o

                           e
                                 o
                                              que era medo
                                                                  agora é
                                              
                                                                         DESEJO




P
   A
      S
         S
           OOOOOOOOOO
                                       U
É mais um...
V
E
N
T
O     
    V
        E
              N
                 T
                     A
                       N
                           I                    
                              A
                              V
                       E
                 N
             D
       A
V
A
L
   De a m o o o o r....         
   "A única maneira de nos livrarmos da tentação é ceder-lhe".

Oscar Wilde

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Eu me sinto invadida por você.
Pelos seus olhos na minha carne, pela sua boca que me descobre, pela sua presença ao meu lado.

Eu morro de medo de suas descobertas.
De que você me veja de perto, que me beije de surpresa, que me roube pra você só por capricho, por desejo, por vontade...

Não chegue tão perto.
Não descubra minhas fraquezas, não me queira frágil caída em seus braços, não aceite minha insensatez, minha teimosia em procurar você, minhas caricias incessantes.

Respeite minha solidão!
Quero te-lo em minha cabeça mas deixe livre meu coração.
A sua mão na minha
Era como se você tomasse posse de mim
E declarasse, e gritasse ao mundo que sou sua

Quando você procurava as minhas mãos
Eu enrubescia de medo, de agonia

As sua mãos nas minhas
Me trazem conforto e a segurança de são minhas:
Suas mãos, sua pele, sua vida...

E agora são minhas mãos que procuram as suas
Com a segurança de encontra-las
Sempre minhas

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Michel Melamed - Rascunho

Matéria frágil é o amor, amor. Por exemplo: uma bomba nuclear e ele já era. Por isso todo casal deveria antes, durante e depois de tudo ser amigo. Só a amizade e as baratas sobreviverão ao fim do mundo do amor.

Outra: encantamento é a coisa mais importante do mundo (petróleo nada, os carros são movidos a encantamento). É claro que acho a criatividade a coisa mais importante do mundo, mas vida deveria ser um pedaço de criatividade cercado de encantamento por todos os lados. Quero dizer, criatividade é a chama, conquanto encantamento é o fósforo, a caixinha, o sambista… e o paiol.

Michelangelo sabia das coisas, vide “A Criação do Homem”. Assim, todo teto é potencialmente uma Capela Sistina. Em suma, encantamento é algo frágil. Encantamento é um bichinho de pelúcia que fala, anda e sente e pensa. É uma pessoa de pelúcia. É a pessoa mais linda do mundo de pelúcia. A pessoa mais linda do mundo nua e de polainas de pelúcia. E te amando. Encantamento é tesão lírico – ou tesão e lirisimo. Mas é frágil como qualquer coisa que morre. Cuide do seu encantamento sob risco de virar cimento – ou rima vã. Aliteração – ou renavam. Enfim, figura de linguagem, retórica, balela, baleia… Pois a sombra do encantamento é pesada e esperneia. Esmaga sem maldade, mas esmaga, atropela, pisa. Tem gente que a gente vê no olhar a sombra do encantamento repisando.

Lembrei dos Paralamas: “Cuide bem do seu amor”. Ao contrário dos filmes e do desejo popular, se tiver de ser será, etc, o amor é o eterno pique até a porta do elevador fechando. Quer dizer, torça para que tenha alguém lá dentro, que te ouça gritar “segura, por favor!”, e, fundamentalmente, corra na direção dele(a).

Porque amor é vida na plenitude, assim, caminha para a morte, seu mar é o fim. Delicado jogo esse, sobre o arame sobre o abismo sobre o poema sobre a página sob os olhos. Em que aquilo é tudo na vida e ainda se tem a vida inteira – não no sentido de tempo, mas espaço. Por isso o casamento é meia pedra no caminho andado para o andor de barro da dor do fim do amor.

Há que se ter destreza para equilibrar tantos contorcionistas chineses, bigornas de cristal, tratores de papel, jumbos de mel… O amor é tão sinistro que te faz viver por contraste, oximoro velhaco – vide o texto.

O amor é o eixo da desmáquina. O amor é molhar a mão. O amor é qualquer coisa que qualquer um escreva, enfim. E esse é o perigo. E ainda bem. E ainda mal. E aí dá. Mas quem sou eu para falar de Roma?

quarta-feira, 8 de junho de 2011

“Aonde está a força de negar um desejo se enquanto ele não é saciado continua existindo?[...]
Esse é o maior problema dos desejos, eles não aceitam não como resposta. Você só coloca um ponto final nele se for até o fim."

Tati Bernardi

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Não tente me segurar
Não ouse me prender

Hoje eu quero o prazer
das coisas fugidias


Tem dias que eu prefiro o perigo!